Guia de preços · atualizado em agosto de 2026

Quanto custa um site? Uma resposta honesta de um programador

Pergunte a quatro programadores quanto custa um site e recebe quatro valores diferentes. Ninguém está a mentir: a palavra site cobre quatro produtos distintos. Abaixo fica onde começa cada produto, o que faz o preço subir e que custos só aparecem mais tarde.

Porque é que quatro orçamentos dão quatro valores diferentes

Encomendar um site sem definir a dimensão é como encomendar um veículo. Uma bicicleta de carga e uma carrinha andam as duas, mas não está a comprar o mesmo nem a pagar o mesmo. Enquanto não ficar definido o que vai ser construído, está a comparar valores que dizem respeito a produtos diferentes.

Este guia é sobre sites empresariais: sites que têm de trazer clientes. Um site pessoal de uma página é um produto mais pequeno, com preço próprio. Atenção: o nível é determinado pelo que recebe, não pelo valor. Um tema comprado com o seu logótipo lá dentro continua a ser trabalho de template, independentemente do que cobrem por ele.

Antes de pôr valores lado a lado, cada orçamento tem de indicar os mesmos quatro pontos. Se faltar um, está a comparar alhos com bugalhos.

Níveis 1 e 2: construir sozinho ou mandar montar um template

Um construtor de sites como o Wix, o Squarespace ou o Shopify não pede nada à partida, mas cobra um valor fixo por mês. Se tem mais tempo do que dinheiro e precisa de algo online esta semana, é uma escolha legítima — e digo-o mesmo vendendo sites.

A conta chega mais tarde, de duas maneiras. Continua a pagar enquanto o site existir e não constrói património nenhum: se a subscrição parar, o site para, porque não é possível levá-lo consigo. Além disso, bate num teto. O tempo de carregamento é decidido pela plataforma, o design vem da mesma biblioteca que o seu concorrente usa, e trabalho sério de SEO esbarra em limites que não consegue contornar.

O segundo nível é um independente que compra um tema já feito, mete lá o seu logótipo e os seus textos e entrega o conjunto como «o seu site». Para um folheto digital simples funciona bem, desde que saiba o que está a comprar. Se um orçamento parecer estranhamente barato, a diferença costuma estar no segundo ano.

Níveis 3 e 4: trabalho à medida e aplicações web

Trabalho à medida significa um site desenhado à volta da sua empresa: os seus clientes, a sua oferta e o único passo que o visitante tem de dar. Custa mais à partida, porque há realmente desenho e programação em vez da montagem de um tema.

Quando é que compensa? Assim que o site tiver de produzir alguma coisa: contactos, reservas, encomendas ou telefonemas. Faça as contas às suas margens: ponha o que lhe rende um cliente extra por mês contra o que o site custa uma única vez. Se só precisa de um cartão de visita digital decente, não compre este nível.

O quarto nível começa onde um site acaba. Se se trata de contas de cliente, papéis e permissões, pagamentos, uma área de administração ou um marketplace, já não está a construir um site mas software. Sei o que isso exige, porque sou eu que o mantenho a funcionar: o Celina é um marketplace de dois lados que criei e construí, com encomendas que os clientes seguem em tempo real, verificação de identidade e mais de 100 páginas pré-renderizadas indexadas pelo Google e pelo Yandex, em Docker atrás do nginx num VPS.

O que determina realmente o preço

Por trás de cada valor estão os mesmos fatores. Quem os conhece percebe num relance porque é que dois orçamentos divergem e qual deles diz afinal respeito a um projeto maior.

Os custos que só aparecem no segundo ano

A pergunta não é só quanto custa construir, mas também quanto custa por ano manter o site no ar. Peça a cada fornecedor que indique os custos recorrentes em separado antes de assinar, e pergunte explicitamente em nome de quem fica tudo registado.

No trabalho à medida essa lista é curta: o domínio, o alojamento e eventualmente a manutenção. Num template juntam-se as licenças, e num construtor de sites a subscrição corre enquanto o site existir.

Os quatro níveis lado a lado

Os valores indicados abaixo para trabalho à medida e aplicação web são os meus próprios preços a partir de. Quanto custa o resto depende da plataforma e do fornecedor que escolher; o que recebe por esse dinheiro difere nos pontos abaixo.

Leia a lista de cima para baixo: primeiro o que paga à partida, depois o que corre todos os anos e, no fim, para que serve cada nível.

A que deve estar atento ao comparar orçamentos

Um orçamento sem âmbito descrito não é um orçamento, é uma proposta de abertura. Estes seis sinais dizem mais sobre a colaboração do que o valor no fim da folha.

Seis perguntas a fazer antes de pagar

Faça-as a todos os que estiver a considerar, e repare sobretudo na facilidade com que a resposta chega. Quem foge a estas perguntas volta a fugir mais tarde.

Para que fique claro: aqui recebe um preço fixo em 48 horas depois da nossa primeira conversa, um ambiente de testes que abre você mesmo já na primeira semana de construção, e na entrega tudo em nome da sua empresa — domínio, alojamento e código, com documentação incluída. Não é um extra pago, é o que eu próprio exigiria se fosse o cliente.

Que nível encaixa consigo, e quanto custa aqui?

Não existe um preço universalmente certo, apenas um nível certo para a fase em que a sua empresa está. Se está a testar uma ideia, use um construtor de sites. Se quer apenas uma presença online decente, um template chega, desde que saiba o que acontece no segundo ano. Se o seu site tem de trazer clientes, o trabalho à medida é o nível construído para isso.

Os valores abaixo são preços a partir de, em euros. Depois de uma conversa curta sobre o seu projeto, recebe em 48 horas um preço fixo para o conjunto, e esse preço não muda a meio. Às suas mensagens respondo em 24 horas.

Numa agência paga, além da construção em si, a gestão de conta, a gestão de projeto e a estrutura à volta disso. Aqui, quem faz o orçamento é a mesma pessoa que desenha, escreve o código, prepara o servidor e entrega. Não se perde nada entre designer, programador e gestor de projeto, porque aqui são uma só pessoa.

Não sabe de que nível precisa? Descreva a sua empresa em duas linhas e digo com franqueza o que encaixa — inclusive se a resposta for que ainda não precisa de mim. O preço é só metade da decisão; a outra metade é o que pode esperar de um site à medida: o que vem de série, quanto tempo demora e como decorre a entrega.

Perguntas frequentes

Quanto custa um site, em média?
Uma média diz pouco, porque há quatro produtos diferentes debaixo da mesma palavra. Faz mais sentido perguntar de que nível precisa. Aqui, um site pessoal de uma página começa nos €1.200, uma landing page nos €1.950, um site empresarial com SEO técnico nos €3.900 e uma aplicação web nos €12.000. Depois de uma conversa curta, em 48 horas tem um preço fixo para o projeto inteiro.
Porque é que um site barato costuma sair caro?
Porque a diferença raramente desaparece: muda-se para o segundo ano. Pense em licenças de tema e de plugins que se renovam todos os anos, num site pesado que carrega devagar no telemóvel e por isso custa visitantes, e em alterações que só podem ser feitas pelo mesmo fornecedor, porque mais ninguém quer pegar naquilo. Pergunte sempre quanto vai gastar no primeiro e no segundo ano.
Quanto custa um site por ano depois da entrega?
Em trabalho à medida sobram normalmente o domínio e o alojamento, mais a manutenção se a contratar. Num template juntam-se as licenças do tema e dos plugins, e num construtor de sites paga uma subscrição enquanto o site existir. Peça a cada fornecedor que indique os custos recorrentes em separado antes de assinar.
Um template é sempre a opção mais barata?
À partida sim, e para um folheto digital simples é mesmo uma escolha sensata. Fica caro assim que o site tem de produzir resultados: um template foi feito para mil empresas ao mesmo tempo, costuma carregar devagar no telemóvel e esbarra em limites de SEO técnico que não consegue contornar. Se o seu site tem de trazer clientes, o trabalho à medida é o nível construído para isso.
Quanto custa uma loja online ou uma aplicação web?
Aqui, a partir de €12.000. Nesse ponto já não está a construir um site, mas software: contas de utilizador com login seguro, permissões por papel, integrações com prestadores de pagamento, uma área de administração para a sua equipa e servidores com deployments automáticos e cópias de segurança. Em projetos desta dimensão não paga o valor total à cabeça, mas por cada fase concluída.
De quem são o domínio, o código e os dados quando o projeto termina?
Seus. O domínio, o alojamento e o código-fonte ficam em nome da sua empresa, e a entrega inclui documentação com que qualquer outro programador consegue continuar. Não há licença nem mensalidade para continuar a usar aquilo que já pagou. Se o fornecedor continuar dono, está a alugar o seu próprio site.